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  • Foto do escritorJonatas Mucci

Estratégias para gerenciar a ansiedade e o estresse no dia a dia

Atualizado: 27 de jul.



Muito provavelmente você já ouviu falar em ansiedade, visto por muitos como o mal do século. Ansiedade é uma resposta emocional normal diante de situações que podem causar preocupação, estresse ou incerteza. Por exemplo, é natural sentir ansiedade antes de uma entrevista de emprego ou uma apresentação importante.


Quando sentimos ansiedade, nosso corpo libera hormônios do estresse, como a adrenalina e o cortisol, que preparam o organismo para lidar com a situação desafiadora. Esses hormônios podem desencadear uma série de reações fisiológicas, como aumento da frequência cardíaca, respiração rápida e superficial, sudorese, tensão muscular, dor de cabeça, tremores e sensação de aperto no peito ou no estômago.


No entanto, quando essa resposta emocional se torna excessiva e começa a afetar a vida cotidiana da pessoa, interferindo em suas atividades normais, pode ser considerada um transtorno de ansiedade. Os transtornos de ansiedade incluem condições como transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e fobias específicas.


Esses transtornos podem se manifestar de diversas maneiras, podendo assim, trazer inúmeros malefícios para o indivíduo que sofre com alguma dessas condições geradas pela ansiedade. Dentre elas, podemos perceber:


  • Problemas físicos: Além das respostas naturais que podem ser agravadas (como dor no peito, palpitações, sudorese, tremores, dificuldade para respirar, náusea e tontura), a ansiedade crônica ou persistente também pode levar a alterações no sistema imunológico, aumentando o risco de doenças inflamatórias, como a síndrome do intestino irritável, e aumentando a vulnerabilidade a infecções.

  • Problemas emocionais: A ansiedade pode causar sentimentos de medo, apreensão, inquietação, irritabilidade e preocupação excessiva.

  • Problemas comportamentais: A ansiedade pode levar a comportamentos de isolamento, como faltar às situações sociais, procrastinar ou evitar atividades que possam desencadear a ansiedade.

  • Problemas cognitivos: A ansiedade pode afetar a capacidade de concentração, memória e tomada de decisões.

  • Problemas sociais: A ansiedade pode prejudicar as relações interpessoais, pois a pessoa pode evitar interações sociais por medo de ser julgada ou avaliada negativamente.

  • Problemas profissionais: A ansiedade pode afetar o desempenho no trabalho, especialmente em situações de pressão ou estresse.

  • Problemas de sono: A ansiedade pode causar insônia e dificuldade para dormir, o que pode levar à fadiga e diminuição da capacidade de concentração durante o dia. Vale lembrar que os estudos nos mostram que uma má rotina de sono pode agravar os sintomas de transtornos psicológicos.

  • Problemas de saúde mental: A ansiedade pode aumentar o risco de desenvolvimento de transtornos mentais, como depressão e transtornos alimentares.


COMO EVITAR CRISES E LIDAR COM OS SINTOMAS DE ANSIEDADE?


Como já dissemos antes, a ansiedade é uma resposta natural e complexa do nosso organismo, mas que ainda assim, pode nos trazer malefícios. Justamente por isso, devemos nos atentar aos métodos de nos prevenir do esgotamento emocional, crises de ansiedade e maneiras de lidar com os sintomas da ansiedade.


Pratique técnicas de respiração

Você sabia que a respiração é uma das funções fisiológicas mais importantes para o controle de nosso corpo? Por meio dela, podemos fazer coisas impressionantes! A respiração profunda pode ajudar a acalmar o corpo e a mente. Tente respirar profundamente pelo nariz e soltar o ar pela boca, contando até cinco em cada respiração.


Exercite-se regularmente

O exercício físico é uma ótima maneira de reduzir a ansiedade e o estresse, pois libera endorfinas que ajudam a melhorar o humor e aliviar a tensão muscular. Além do mais, estudos nos mostram que a falta de exercícios físicos no nosso dia a dia não colabora apenas com o sedentarismo e outras doenças físicas, mas também para o desenvolvimento e agravamento de transtornos mentais.


Durma bem

O sono noturno é a nossa principal fonte de reabastecimento de energia para o cérebro e para o corpo. É por meio dele que nosso cérebro consolida memórias, aprendizados e se revigora para o funcionamento no dia seguinte. Quando esse sono não está ajustado, o cérebro certamente sentirá esses prejuízos. A privação de sono pode aumentar a ansiedade e o estresse. Tente dormir pelo menos 7-8 horas por noite e siga uma rotina regular de sono.


Pratique meditação ou mindfulness

A meditação e o mindfulness podem ajudar a acalmar a mente e reduzir a ansiedade. Tente meditar por alguns minutos todos os dias ou praticar mindfulness durante atividades cotidianas, como lavar a louça. O objetivo desse exercício é ter como estratégia uma técnica fácil de ser executada em qualquer lugar e a qualquer hora para promover o relaxamento físico e mental apropriado.


Aprenda a dizer "não"

Às vezes, a ansiedade e o estresse vêm de ter muitas coisas em sua agenda. Aprender a dizer "não" pode ajudar a aliviar a pressão.


Evite o consumo excessivo de cafeína e álcool

O consumo excessivo de cafeína e álcool pode aumentar a ansiedade e o estresse, por isso é importante limitar a ingestão.


Considere o auxílio de profissionais capacitados

Se a ansiedade e o estresse estão afetando sua vida diária, recomenda-se sempre a busca por um psicólogo ou psiquiatra. Estes profissionais identificarão as causas do estresse excessivo e das crises de ansiedade, elaborando assim um plano de intervenção para que estes sintomas e prejuízos sejam reduzidos.


Vale lembrar que, quando falamos em saúde mental, é muito importante nos atentarmos aos mínimos detalhes. Uma avaliação psicológica sempre se faz necessária quando sintomas como os descritos no texto se fazem presentes no cotidiano.


 

O que você achou desse conteúdo? Conte para nós aqui nos comentários e fique à vontade para sugerir outros temas também! Potencialize sua mente!


Texto revisado pela Neuropsicóloga Patrícia Zocchi

CRP: 06/77641

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