HISTÓRIA DO BIOFEEDBACK

As contribuições de muitos pesquisadores e profissionais anteriores podem ser citadas como precursoras do Biofeedback: Edmund Jacobson começou a pesquisa em Harvard em 1908 e, ao longo das décadas de 1920 e 1930, trabalhou para desenvolver o relaxamento muscular progressivo como uma técnica comportamental eficaz para o alívio de tensões neuróticas e muitos distúrbios médicos funcionais (Jacobson, 1938). Ele usou equipamento eletromiográfico rudimentar para monitorar os níveis de tensão muscular em seus pacientes durante o tratamento. O alemão Johann Schultz contribuiu com o treinamento autogênico na década de 1930,

uma disciplina criando uma condição de baixa excitação profunda, com um efeito calmante generalizado sobre o sistema nervoso autônomo (Schultz e Luthe, 1959). B. F. Skinner, Albert Bandura, Joseph Wolpe e outros estenderam os princípios de treinamento operante do laboratório animal em uma ciência refinada de terapia comportamental e modificação do comportamento por meio do aprendizado instrumental (Skinner, 1969; Bandura, 1969; Wolpe e Lazarus, 1966). O cenário para uma ciência da autorregulação já existia na década de 1960.

O surgimento científico do biofeedback é um bom exemplo de sincronicidade. Uma série de áreas independentes de trabalho científico convergiram e se sobrepuseram, até que uma comunidade de pesquisadores reconheceu seu terreno comum. Kenneth Gaarder aponta que o biofeedback não foi tanto uma descoberta, mas "uma consciência que emergiu do Zeitgeist" (Gaarder, 1979). Muitos pesquisadores das décadas de 1950 e 1960 podem ser citados como fundadores independentes do biofeedback, todos contribuindo enormemente para o modelo de prática que temos hoje!