top of page
  • Foto do escritorBruno Zocchi

Evolução de Crianças com TDAH no Treinamento Cerebral da PotencialMente

Atualizado: 27 de jul. de 2023



Na PotencialMente, uma boa parte de nossos clientes são crianças com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) cujos pais buscaram o Treinamento Cerebral como uma alternativa não invasiva e não medicamentosa de intervenção para combater os sintomas do transtorno.


O Treinamento Cerebral, além de ser baseado em pilares fundamentais de avaliação assertiva, psicoeducações e Terapia Cognitivo-Comportamental, ainda conta com as ferramentas de Biofeedback e Neurofeedback para alterar o funcionamento do corpo e do cérebro de forma a conferir a redução dos sintomas e dos comportamentos indesejados.


No caso de crianças com TDAH, o Neurofeedback é a principal ferramenta utilizada justamente por ser considerada uma intervenção eficaz e efetiva contra o transtorno a partir de centenas de estudos publicados e por contar com a recomendação da Academia Americana de Pediatria (AAP) para reduzir os sintomas do TDAH em crianças.


A partir disso, realizamos um trabalho bastante focado e específico com o objetivo de, por meio do Neurofeedback e das ferramentas que compõem o Treinamento Cerebral, conferir mais atenção, concentração, regulação, controle físico e emocional e bem-estar à criança diagnosticada com TDAH.


Como prática, avaliamos extensamente a criança antes e após a intervenção para que os resultados possam ser muito bem acompanhados e percebidos.


Abaixo, gostaria de apresentar 3 casos de intervenção em crianças com TDAH e explicar como foi possível reduzir uma considerável porção dos sintomas desse transtorno e conferir mais qualidade de vida e performance a essas crianças.


***


O primeiro caso é o do Fábio, um menino de 8 anos diagnosticado com TDAH e que demonstrava comportamentos ansiosos como comorbidade. Esse caso é muito interessante pois foi possível, a partir do exame de Eletroencefalografia Quantitativa (EEGq ou Mapeamento Cerebral), perceber um subtipo de TDAH diferente daquele mais comum, o que, inclusive, explicou o fato de esse cliente não ter tido uma boa resposta à medicação (Ritalina).


Foram então realizadas 60 sessões com o uso do Neurofeedback em um prazo de aproximadamente 9 meses, com 1 mês de intervalo por volta do 5º mês. Ao mesmo tempo em que eram trabalhados os aspectos neurofisiológicos, também se engajava o pequeno cliente por meio da exibição de vídeos ou jogos de sua escolha (enquanto o treino de Neurofeedback ocorria!).


Ao longo da intervenção a melhora foi sendo percebida semana após semana, inclusive, com bons feedbacks dos pais e da escola do Fábio. Ao final desses 9 meses, ele foi reavaliado. Colhemos então os resultados abaixo.



Além da melhora em todas as categorias avaliadas (exceto Perturbação Física), percebeu-se uma grande redução dos problemas relacionados à atenção e à aprendizagem, os maiores focos do trabalho em crianças com TDAH. Além disso, em um processo de Avaliação Neuropsicológica breve realizado na PotencialMente ao término da intervenção, percebeu-se um aumento de 11 pontos no Q.I. Total de Fábio, medido pelo teste WASI, após a intervenção. A família ainda relatou que boa parte das questões escolares foram resolvidas e que o Fábio passou a controlar melhor sua ansiedade e suas emoções.


Foi um trabalho muito gratificante.


Em seguida, trago o caso do Fernando. Ele é um menino de 12 anos, quase na pré-adolescência, diagnosticado com TDAH aos 8 anos e que convivia com algumas questões de humor, como uma tristeza acentuada. Foram realizadas 35 sessões de Treinamento Cerebral com Neurofeedback em moldes parecidos ao Treinamento realizado com o Fábio, durante um período de quase 6 meses. Abaixo temos os resultados.



O objetivo cumprido mais relevante nesse caso foi o fato de que o Fernando pôde interromper o uso da medicação psiquiátrica por volta da 30ª sessão de treino. Evidentemente, isso foi feito a partir da recomendação do próprio psiquiatra a partir do trabalho conjunto realizado entre esse profissional e a PotencialMente.


Além disso, observamos melhora em todas as categorias mapeadas, sobretudo aquelas relacionadas às questões de humor, que ficaram estabilizadas e, segundo relato dos pais, seguem assim desde então (a intervenção terminou há mais ou menos 1 ano e meio).


Novamente, um trabalho que pôde oferecer mais bem-estar ao Fernando e seus pais e também nos foi muito gratificante.


Por fim, esse aqui é o caso do Vinícius, um menino de 10 anos que, além do TDAH, ainda relatava algumas questões de ansiedade e um humor deprimido.


Foram feitas 40 sessões do Treinamento Cerebral com Neurofeedback ao longo de 5 meses, de agosto a dezembro de 2020. Houve um contato próximo com a família e escola nesse período para sempre ser possível mapear a evolução. Vemos os resultados abaixo.

Da mesma forma que nos casos anteriores, uma redução considerável no nível de todos os sintomas mapeados. Destacam-se as reduções efetivas nos níveis de problemas relacionados à atenção e à aprendizagem, mais característicos do TDAH. Nesse caso em específico, ficamos todos muito contentes por também observar a redução nos sintomas de depressão, raiva e ansiedade, uma vez que eles também eram passíveis de atenção no início do treinamento.


Além desses resultados, é muito legal pontuar o quanto o Vinícius foi, aos poucos, se interessando e ficando mais participativo nas sessões de treino. Ele realmente demonstrava interesse nas sessões de Neurofeedback e criou um vínculo terapêutico excelente com nossos profissionais. Ficamos muito felizes pelos seus resultados e ao final da intervenção, mas admitimos que sentimos saudades de seu engajamento e sua alegria de vez em quando, rs!


***


Para além desses exemplos, contamos diariamente com outras histórias de sucesso de nossos clientes. Trabalhar com o público de crianças com TDAH é algo que valorizamos muito, tanto pelo trabalho focado e efetivo que conseguimos realizar, quanto pelas boas histórias e lembranças que nossos pequenos clientes deixam em nós.


Se você gostou desse conteúdo, que tal curtir o post e compartilhar ele com quem também vai gostar? E eu fico à disposição para seguirmos conversando aqui nos comentários ou em nossas redes sociais!


*os nomes das crianças foram propositadamente alterados para preservar a identidade delas.


Texto revisado pela Neuropsicóloga Patrícia Zocchi

CRP: 06/77641


90 visualizações0 comentário

Comments


bottom of page